quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Lindemberg, Nayara e Eloá

Gostaria de comentar sobre os últimos acontecimentos que nos levaram a mais uma comoção nacional, o caso do sequestro de Santo André que envolveram alguns personagens e suas respectivas histórias que possivelmente continuarão a falar conosco durante muito tempo.
Parecia mais um casinho frenético de adolescente apaixonado, onde a qualquer momento tudo se resolveria e teriamos mais um final feliz. Pra quem acompanhou e torceu como eu, fica registrado algumas lições que gostaria de compartilhar nesse blog.
Lindemberg, o personagem desequilibrado e cruel que não exitou em executar seu plano até o fim, tirando a vida de sua "amada" por não adminitir o fim do relacinamento, desse personagem podemos aprender o que não devemos fazer como nos filmes e nas novelas...achando que o mundo é uma brincadeirinha e que logo tudo vai passar... a inconsequência frenética desse jovem o levou a ser eternamente "condenado" e lembrado pela maldade do desfecho trágico... recomendo que aprendamos com as palavras da mãe de Eloá... Eu o perdoo de todo coração.
Nayara, essa talvez tenha sido a personagem que emergiu do caos trazendo lições inimagináveis de como devemos amar até o fim... podemos reconhecer nessa jovem uma atitude de nobreza que levaremos conosco - se assim desejamos - para que possamos ententer algumas questões sobre amor e amizade. De fato alí se cumpriu uma palavra de Salomão que diz... "Em todo tempo ama ao amigo, e na hora da angústia faz-se o irmão" . Nayara coseguiu transcender ao caos da morte eminente e provou para todo mundo que devemos amar até o fim, dela levaremos essa lembrança viva de ter arriscado a própria vida para não deixar sua amiga se sentir só.
Eloá, uma adolescente cheia de vida vítima do inconsequente e maquiavélico namorado, que covardemente poe em prática seu plano mortal. O que Eloá provavelmente não sabia é que de uma forma naturamente "sobrenatural" sua morte traria vida a muitos, é isso, sua morte trouxe de fato VIDA. Uma personagem que lembraremos como vítima, mas que gerou específicamente para algumas pessoas uma nova esperança, uma nova chance, novos sonhos...tudo que seu ex-namorado lhe tirou foi levado para outras sete vidas.
Bom, com isso quero de alguma forma analisar essa história com outros olhos, com uma visão diferente sobre o Caos... querendo aqui confirmar a crença de que Deus está no controle de fato, que seu Espírito passeia nas trevas e leva vida através da morte... Deus fala, eu quero ouvir...
E diz...
" Eis que estarei convosco todos os dias, até a consumação dos séculos...."

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

HOMEM VERSUS HOMEM

Ser homem é carregar vida na morte e morte na vida.

Ser homem é existir preso ao tempo-espaço enquanto se sabe que nossas raízes estão para além das estrelas.

Ser homem é carregar a eternidade em um corpo de morte.

Ser homem é ter a semelhança de Deus em dessemelhança e paradoxo.

Ser homem é desenvolver a consciência entre os espinhos de instintos.

Ser homem é necessitar de amor enquanto não se sabe o que amor é.

Ser homem é gostar de muita coisa que mata.

Ser homem é resistir a muita coisa que salva.

Ser homem é viver dizendo que se ama o que não se abraça e que se odeia o que se carrega.

Ser homem é ser capaz da solidariedade que nem sempre sabe falar de perto.

Ser homem é frequentemente esquecer-se de quem se é enquanto se julga nos outros aquilo que em nós é abundante.

Ser homem é saber de Deus enquanto se existe em fuga.

Ser homem é mentira, é verdade; é vontade, é preguiça; é amor, é capricho; é divino, é diabo; é eterno, é fugaz; é vinho, é vinagre; é fel, é mel, é água, é fogo; é Adão, é João; é Caio — é herdeiro; é lacaio!

Ser Homem verdadeiro é ser o que o homem não é. Por isso ser Homem de verdade é ser em negação de si mesmo para se poder vir a ser para além de nós mesmos!

Pense nisso!


Caio

20/02/08
Lago Norte
Brasília
DF

A bem-aventurança que ainda não alcancei

Por Ricardo Gondin
Meu pai faleceu no dia seis de dezembro de 2005. Em seu funeral, agradeci a Deus por seu maior legado em minha vida: dignidade. Na época do golpe militar de 1964, papai não tergiversou e foi preso. Conduzido para a Base Aérea do Galeão, permaneceu incomunicável durante muitos meses. Sofreu tortura, passou humilhação e mesmo depois de julgado e inocentado, foi expulso das Forças Armadas. Implacavelmente patrulhado pelo regime, meu pai foi um exemplo de firmeza.

Diante dele, percebi que existem algumas virtudes que ainda não alcancei. Reconheço que não me encaixo na bem-aventurança de Mateus 5.10: "Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos céus".

Não posso me incluir nessa promessa porque nunca fiz nenhuma vigília solitária nas calçadas dos hospitais públicos que desprezam o direito do pobre, nunca marchei pelos idosos e nunca corri risco algum por crianças abandonadas; ainda não me amarrei a uma árvore para não permitir que ela seja cortada pela gula da especulação imobiliária; ainda não fiz greve de fome por nenhuma causa.

Não posso reivindicar ser incluído neste versículo do Sermão da Montanha se para mim o tráfico internacional de prostitutas não passa de apenas uma notícia bizarra do noticiário das oito. Ainda não articulei nenhuma passeata contra o avanço da pedofilia. Como posso me considerar bem-aventurado, se analiso o Movimento dos Sem Terra com lentes ideológicas e não percebo em cada um daqueles marchantes maltrapilhos um ser humano carente de dignidade?

Depois que enterrei meu pai, meditei sobre minha vocação e agora atino sobre os porquês de nunca terem me algemado ou perseguido.

Fui institucionalizado. O sistema me engoliu. Por toda minha vida aceitei passivamente que as bandeiras ideológicas fossem arriadas pelo poder do capital. Ingenuamente não escutei quando um pastor chinês me advertiu há mais de vinte anos que nenhuma ideologia, partido político ou sistema religioso consegue resistir ao poder do capital. Assim, de braços cruzados, deixei minha geração capitular diante do consumismo materialista. De uma arquibancada, assisti muitas igrejas se transformarem em balcões de serviços religiosos e muitos pastores virarem mercadejadores da Palavra de Deus. .

Jesus prometeu aos perseguidos por causa da justiça uma grande recompensa nos céus. Mas não posso esperar tal galardão. Minha vocação profética é simbólica, com pouca densidade. Sempre achei mais fácil criticar do que me envolver. Esqueço que o movimento desencadeado por Rosa Parks contra as leis racistas do sul dos Estados Unidos só progrediu porque Martin Luther King não temeu marchar pelas ruas do Alabama. O aparthaid da África do Sul só foi desmantelado porque o bispo anglicano Desmond Tutu resolveu transformar seus sermões em ação política e o metodista Nelson Mandela passou 30 anos na cadeia.

Confesso. Ainda não me vejo digno da felicidade de receber o mesmo galardão dos profetas. Enquanto eles defenderam os órfãos e as viúvas, eu me contentei em pregar uma mensagem desencarnada. Por anos, falei do céu para fugir das injustiças que me rodeavam. Errei, ao prometer salvação como forma de mitigar o sofrimento imposto aos pobres por governos sem prioridades. Falhei, quando não atinei para a advertência de Tiago ( 1.27): "A religião que Deus, nosso Pai, aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo".

No sermão do Monte só uma virtude é mencionada duas vezes: justiça. Ela é tão prioritária para Jesus que, só entenderei completamente seu valor quando seguir seus passos rumo ao Calvário.

Vale lembrar do Frei Betto, que também sofreu na ditadura. Enclausurado e sem perspectiva de ser livre, ele notou que seus algozes procuravam humilhá-lo ainda mais. Usando artifícios legais, procuravam mudar sua condição de preso político para um condenado comum. Assim, esse frei católico fez uma greve de fome como forma de resistência. Depois de vários dias sem alimentação, debilitado e perigosamente próximo da morte, seus familiares tentaram dissuadi-lo, pedindo-lhe que voltasse atrás: "Betto pare, nossa maior dádiva é a vida", disseram. "Não jogue ela fora por um detalhe jurídico", insistiram. Resoluto, ele respondeu: "Não, a maior dádiva que recebi de Deus não foi a vida, e sim minha dignidade". A bem-aventurança que gera dignidade nasce do compromisso com a justiça, da disposição de transformar valores em ação, e da inconformação com a covardia.
Sei que ainda tenho muito que aprender e crescer, mas antes de fazer minha última travessia, espero ser incluído nessa felicidade que pertence somente àqueles que podem repetir com Paulo (Atos 20.24): "Todavia, não me importo, nem considero minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou".

Soli Deo Gloria.
Para refletir e agir !

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

O mundo está muito estranho ( Caio Fábio )

O mundo está muito estranho. Nunca antes o vi assim. Nem tampouco soube que ele [em estado continuo] tenha entrado em algo semelhante ao que agora de vê.

Entre os homens são bilhões de seres.

Fome, consumo, lixo, sujeira, poluição, pestes, pragas, novas doenças, ar sujo, medo, depressão, pânico, doença mental, desconfiança, hostilidade, desamor, frieza afetiva, falência familiar, perda de referencias e de senso de conveniência; morte da sabedoria e glória da insensatez; desequilíbrio de poderes, controle, manipulação, indução, aldeia global, instantaneidade de tudo; ansiedade sexual, desafeição paterno-materna; corrupção, roubos, arrombamentos, seqüestros, trafico, banditismo legal, política como ação de pirataria, evolução cientifica para o bem e o mal; engenharia genética, clonagem, reprodução com controle genético, tecnologias de manipulação, alienação; religião anestésica, perda da transcendência, ódio de ser, medo do futuro, suicídio, desmaios, angustias, drogas, desagregação, ódio social, homicídios familiares; mentira e mentira, criação virtual de identidades, escuta, espionagem, invasão, vergonha, maldade, perversidade, perversão, normalização do que não é, falsificação, máscara, irrealidade, virtualidade, fantasia, pesadelo, terror, agressão, fuga, atropelamento, evasão, esconderijo, engano, distanciamento da realidade; auto-legislar, instituição do egoísmo, intolerância, fanatismo, divisão, guerra, morte, dor, promessa de vingança, vontade suicida, decisão de aniquilamento como vitória final, apequenamento planetário...

No meio ambiente vai faltar ar e água. O frio mudará de endereços, bem como o calor, as estações, as previsões. As criaturas morrerão cada vez mais; espécies inteiras morrerão, pois, se terá tudo o mais: sujeira, emissões de morte na natureza, ação predatória baseada no imediato. Os mares sobrarão, os degelos gerarão dilúvios e tsunamis, etc. A Terra se inviabilizará.

No que seja experiência normal na Terra, haverá crescente introdução de coisas espantosas, como o rugido do mar e das ondas, luzes de estranhos objetos, aparições supostamente alienígenas, expectação do imprevisível; sem falar que novas dimensões estão sendo lentamente tocadas e penetradas, e, por tal invasão humana em outras dimensões poder-se-á ver o abrir de portas assustadoras; e, assim, tornarmos nossas ficções em nossas próprias realidades aterradoras.

Do ponto de vista espiritual e religioso o que se tem é a preparação de um caminho para um Messias, ou Cristo, ou Buda, ou Santo Líder; pois, até mesmo se busca criar um novo Jesus, nascido não da descendência de Davi, mas sim da de Madalena com Jesus; enquanto se vê uma crescente busca pelo novo representante da divindade para esta nova e nascente Era do Morrer Civilizatório. Daí essa busca por evangelhos apócrifos, que permitam a criação de um novo Jesus, e que tem como seu apostolo mais fiel, Judas, o Iscariotes. Um Jesus sem coluna vertebral. Um Jesus sem forma e vazio. Um Jesus recipiente de tudo e de qualquer coisa. Um Jesus que não é o modelo, mas, ao contrario, modelado. Isto enquanto os Islâmicos querem ser os senhores de todos os homens em toda a terra. O que daí advirá será o caos.

Por isto, cada vez mais, quero investir em meus filhos e netos, pois, o melhor legado que posso deixar, além de quem sou, digo, escrevo, penso, falo, prego e anuncio, é o que a eles ensino, na esperança de que sejam preparados para os tempos ainda adiante de nós.

“Insensatos! Sabeis discernir os tempos, os ventos, as nuvens, e os outros sinais naturais, e, não sabeis discernir os sinais desta geração?” — é o que indaga Jesus.

Para quem leva isto a sério, Jesus diz:

Vigie. Fique atento. Não durma. Guarde suas luz, seu azeite. Faça o bem. Não maltrate a ninguém. Aumente seu talento. Ajude. Socorra a todos os que puder. Veja-me em cada ser humano, mas não se deixe enganar. Não siga a ninguém. O Filho do Homem não estará no interior de nenhuma casa. Ele aparecerá nos céus. Não haverá dúvidas. Por isto, mantenha os olhos fitos nas coisas dos céus. Não tema a perseguição. Pregue em todas as nações. Não se assuste com o esfriamento do amor e a proliferação da iniqüidade. Não tema. Eu venci o mundo, e ninguém arrebatará você de minha mão. Pois, estou com você até o seu ultimo dia. Mas saiba: é na sua perseverança que você salvará a sua alma para o que é eterno.

Você crê?

Nele,

Caio

Quatro de setembro de 2008
Pendotiba
Niterói
RJ

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Mazelas Urbanas na Cidade de "Deus"

Ontem a noite fui surpreendido por um elemento surpresa, como num bote de ninja levaram minha mochila na CDD, é claro que não terminou assim... segue:

Trocando aquele papo com o parceiro Criz no busão acabei me distraindo, e foi nessa distração que o meliante entrou em ação... num bote certeiro, ao ver minha pobre mochila dando mole no pára-brisa do ônibus ao lado do motorista o indivíduo não pensou... ganhei !!! era o que ele pensava....!
Pois é, se não fosse o Criz realmente eu teria perdido minha mochila, minha marmita vazia, minha jaqueta jeans, meu mp4, minha agenda, meu livro, etc... mas a única coisa que perdi foi a noção... pois é, perdi a noção e com péssimo exemplo reagi a ação.. e lá vai eu beco a dentro, após o alarde de meu brother .."o cara pegou tua mochila!!!!... e nesse devaneio louco, vai eu correndo atrás do malandro ... bom , não fosse meu "vasto" vocabulário comunitário e minha velocidade não teria alcançado o sujeito.. e após um breve discurso no meio da comunidade, surge o indivíduo arrependido e morrendo de medo de se "castigado" pelo esquema da comunidade faz a minha mochila aparecer como num passe de mágicas.. é claro que em algum canto da comunidade meu amigo Criz já preparava uma "caravana" de amigos bem dispostos a encontrar a tão polemica mochila... ainda bem que não foi preciso.

Bom, pobre rapaz, acredito que seja muita mais vítima de que réu... talvez tenhamos que repensar sobre essas questões, as mochilas se vão mas a mazela urbana continua, agora não há mais limites, é pobre roubando pobre... mas ambos são diariamente roubados de seus sonhos, perspectivas e realizações. A cada dia é mais um noticiário no telejornal apresentando o mais novo corrupto, o banqueiro fulano, o político siclano, o famoso beltrano. E assim somos todos vítimas desse caos... onde o cíclo de sugeira acaba se refletindo nos mais desfavorecidos, nos sem educação, sem emprego, sem comida, sem moradia, sem medo, sem vergonha...

Quem será o culpado disso tudo? realmente não há culpados, e se houver acredito que nunca saberemos de fato onde tudo isso começa e como tudo isso termina...

Fico feliz por recuperar minha mochila, triste por perder a noção e insatisfeito com trágico relato de mais um dia agitado, após mais uma jornada de trabalho... nessa cidade que precisa de Deus.

Amém

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

VERBORRAGICAMENTE

Shekiná virou borracharia
Poder e Unção virou farmácia
Elshadai virou padaria
E o evangelho herezia...

Assim banalizamos
Cotaminados pela sugeira
De uma religião de falácia
Com o povo e sua cegueira

Nos perdoe ó Senhor Deus
Pelas lambanças dessa vida
Contrariando os teus preceitos
Com nossos preconceitos vazios...

De imagem e semelhança
A deformidade chocante
Tornando-se participantes diretos
Dessa metamorfose celeste

Alex Possati (Reflexão)


segunda-feira, 28 de julho de 2008

Aprender a Errar

"Aprender com os próprios erros é adquirir experiência para não cometê-los novamente. Porém aprender a cometê-los é adquirir capacidade para suportar as conseqüências"

Alex Possati (reflexão)

sábado, 26 de julho de 2008

João em Extinção

João ficou sem cabeça.
O Rei perdeu a cabeça.
Homens sem cabeça.
Cortaram a cabeça, se foi João...

João inocente arrastado.
Povo sendo arrasado.
Famílias sempre acabadas.
O ímpio arrasta o menino, se foi João...

João inocente alvejado.
Povo sendo sacado.
Inocento sendo tragado.
A lei condena o menino, se foi João...

Cuidado João! Se cuida João!
João Batista, João Hélio, João Roberto...
O mal está por perto,
Se foi João...

Extinção...

A Malícia da Milícia



Deixa o menino correr no beco,
Seco pra bincar na Vila,
Pula a vala da viela,
Em mais um dia na favela.

Pega ladrão ou pega-pega,
Cobra cega e pião,
Bola de gude ou carniça,
É a molecada sem preguiça.

Papagáio e pique esconde,
Tudo isso dá pra ver,
Quando vejo a criançada,
Na alma tendo o prazer.

Daí me vem um cidadão
Com sua maldade sutil,
Querendo que o menino
Carregue nas mãos um fuzil.

É a malícia da milícia,
Que finge proteger o menino,
Na verdade tira o ensino
Que a vida lhe ensinou a ter...

Sai pra lá milícia má!
Deixa o menino brincar!
Deixa o menino correr!
Ele precisa sonhar...
Ele precisa viver...

segunda-feira, 21 de julho de 2008

História da História

Os dias estão ligeiros
Aliás, que dia é hoje!?
Quero dizer, ontem?
Ou será anteontem?
Deixa, já passou...

Passou como um vento
Voou como a águia
Parou na história
Chegou a memória...

A amnésia do homem?
A inocência do velho?
A sentença de morte?
A justiça dos jovens?

O interesse de poucos
O conselho de todos
Assim caminhamos nós
Para onde nunca estamos

O presente não existe
Alguém disse que já é passado
A viagem é longa
Mas vai chegar a hora...

Em que todos iremos lembrar
Onde começou a história
Da história do homem...

Alex Possati ( Reflexões )

domingo, 20 de julho de 2008

Dia do Amigo






Hoje estamos contentes, hoje temos amigos, hoje comemora-se e celebra-se a amizade. Ainda que quiséssemos, eu diria que é impossível passar por essa vida sem ter conquisatado o coração de alguem, sem ter se visto diante de uma amizade com juras de eternidade...( amigos para sempre), porisso vale muito comemorar um dia como esse, amigos certamente são presentes de Deus para nós, o próprio Jesus soube muito bem expressar os seus sentimentos de amizade quando simplesmente se esvaiu em lágrimas na morte de seu amigo Lázaro, e olha que a bíblia só registra dois episódios de Jesus chorando, o outro vou no getsemani em profunda angústia antes da sua crucificação. Bom, sem contar quantos valores emocionais e psciquicos que uma boa amizade carrega, vale muito a pena lembrar das piádas, dos muitos sorrisos , da conversa fora, da infância arteira e cheia de molecagem que eternos amigos carregam, portanto vamos celebrar a amizade com toda intensidade, agradecer a Deus por amigos feitos no caminho, amigos que com toda certeza podemos compartilhar alma, amigos que a bíblia chama de tesouro encontrado. Assim, dessa maneira, sejamos gratos por sermos e termos amigos para comemorar este dia tão especial. Aos amigos e amigos dos amigos....



FELIZ DIA DO AMIGO


"Em todo tempo ama ao amigo, e na angústia nasce o irmão..." Prov. 17:17

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Pique Esconde com Deus


Quem nunca brincou de pique esconde? Pois é, hoje vindo de ônibus, estava dando continuidade a minha leitura do livro " Deus (In) Visível do Phellip Yancey, leitura que, com toda certeza, recomendo a todos. Bom, em um certo trecho do livro ele consegue fazer uma fantástica comparação entre o relacionamento de Deus com nós humanos, fazendo alusão a uma brincadeira de infância que com certeza a maioria de nós já brincamos, o pique esconde , em que o maior objetivo é se manter escondido ao máximo para não ser encontrado. Porém, dentro de uma outra perspectiva, imagine uma criança que vá brincar com o pai, ela se esconde de maneira ingênua e, após a contagem do pai, ela continua dizendo: " Pode vir...", o pai a encontra facilmente, mas chama a atenção da criança dizendo que ela precisa ficar em silêncio após a contagem,para não ser descoberta, pois dessa maneira ele vai sempre encontrá-la facilmente. Entretanto, se você analisar melhor, o grande barato de brincar de "esconde-esconde" na visão da criança é o fato de ser encontrada pelo pai. Agora tente imaginar Deus no papel dessa criança, que com toda maestria vem tentando dar sinais de sua existência para humanidade, que insiste em tornar as coisas tão complexas, que de alguma maneira não consegue enxergar nas coisas simples - A presença de um Deus desesperado para ser encontrado por cada um de nós. Pense !
" Deus dá o suficiente para o buscarmos e nunca o bastante para encontrá-lo completamente. Ir além disso seria inibir nossa liberdade, e ela é muito cara para Deus..." Ron Hansen

"Atos 17:27 - Para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós.." Ap. Paulo

quinta-feira, 12 de junho de 2008

João Guilherme

video

Meu filho, uma declaração do amor de Deus para humanidade, só posso entender dessa forma, pois quando Deus nos permite gerar filhos é porque Ele ainda acredita em nós ... apesar de sermos quem somos ... ( reflexão )

quarta-feira, 11 de junho de 2008

COMPLEXIDADES



Não há nada na natureza mais complexo do que o ser humano, de um mesmo ser pode sair alegria contagiante ou tristeza profunda; maldade e bondade, mentira e verdade, sonhos e incertezas. Porém essa é a máxima de carregar a divindade dentro de nós...Caídos, mas com capacidade de transcender ao cosmos... Ir nas estrelas, ir ao céu , ir ao inferno existencial da alma e mergulhar no gozo da celebração celestial. Animal humano, demasiadamente orgulhoso, altivo , altruísta...Artista da humanidade caída..do grande e indescritível palco da VIDA, sobreviventes do caos , em um planeta chamado terra ...

Alex Possati (reflexão)

terça-feira, 10 de junho de 2008

A Falência da Simplicidade

Esses dias, parei para pensar no que significa a simplicidade na prática, justamente pelo fato de essa palavra muitas vezes estar nos nossos lábios, porém sem fazer parte de nosso comportamento.
Vivemos em um período em que, se formos admitir, a simplicidade não está muito na moda, e isso serve para qualquer área de nossa vida. Ser simples hoje é ser ultrapassado. Não é legal ser simples, nada que possuímos pode ser simples, não existe espaço para a simplicidade; se você for comprar algo, seja um tênis novo, uma televisão nova, ou um celular, não pode ser o mais o simples.
No caso do tênis, tem que ser o mais caro e moderno, a TV, só se for de tela plana e de plasma, e o que dizer do celular? Esse talvez seja o campeão da sofisticação e um dos grandes responsáveis pela falência da simplicidade na área do consumo, deixando até de exercer como função principal aquilo para que foi originalmente criado: receber e fazer ligações; e por aí vai.
Somos bombardeados diariamente pelo excesso de sofisticação, e olha que não estou falando só de consumo... em nosso comportamento a simplicidade também vai perdendo seu espaço. Veja, por exemplo, nossos templos para “culto”: eles agora precisam ser os melhores, não servem mais se não tiverem ar condicionado, poltronas estofadas, e o tão ambicionado “datashow”.
Partindo para o campo do relacionamento humano, o que posso dizer? Bem, se formos honestos, somos a cada dia seduzidos pela popularidade, hoje em tempos de ORKUT e MSN, vale o números de “amigos” que você tem na sua lista, e tem que ter uma estrelinha de fã para que as pessoas vejam que você é querido por “muitos”, e se você ainda não tem essa estrelinha, trate de providenciá-la para ser aceito, antes que se torne um amigo simples.
Quando olhamos para os evangelhos e seu ensinamentos, somos confrontados com a simplicidade que eles nos ensinam. Temos que admitir que não é possível enxergar um Cristo readaptado para o pós-moderno, por isso o evangelho não se enquadra ao conceito de sofisticação e modernidade que é imposto pelo sistema, seja na área do consumo ou do comportamento humano. Jesus o tempo inteiro nos ensina a sermos simples, e vivermos com simplicidade, o que não é sinônimo de pobreza, mas de carregar dentro de si a essência da humildade e amor ao Deus que é simples.. Por isso, devemos ter sempre em mente um ditado que diz: “Muitas vezes, menos é mais.”

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Cada Passo

" A cada dia um passo, a cada passo um pensamento, a cada pensamento um ato, a cada ato um sentimento, a cada sentimento um momento...de dar mais um passo ou ficar parado, refém dos própios sentimentos" Alex Possati ( reflexões)

quarta-feira, 9 de abril de 2008

"Não verás país como este" de (Olavo Bilac)




















Por Ariovaldo Ramos


"Em parceria com a Ação Educativa, o Ibope informou que 75% dos brasileiros são analfabetos ou semi-analfabetos; oscilam entre não saber ler, ler e não entender e entender pouquíssimo do que leu." Gilberto Dimenstein


Um amigo me enviou os dados mencionados por Dimenstein. Fiquei e ainda estou em estado de choque. Esses dados revelam que o "apartheid", vencido na África do Sul, se instalou por aqui de forma, aparentemente, inexorável, pois, esse é uma quadro irreversível a curto e a médio prazo. Nós não temos uma nação, de fato, nem mesmo um país. O que temos é um estado de espoliação de seres humanos, submetidos a uma situação aquém da escravidão – porque o escravo, pelo menos, sabe de sua condição. A esses brasileiros tem sido negado o direito ao conhecimento e ao reconhecimento, até mesmo de si; estamos, portanto, diante de um crime contra a humanidade.
Esses dados fazem os arautos da teoria da conspiração se encher de razão. Como explicar um dado dessa magnitude? O que houve com nosso sistema educacional? Sim, porque desses aproximadamente 128 milhões de brasileiros, cerca de 104 milhões passaram por algum tipo de escola. E quanto dessa realidade as escolas estão gerando em seus bancos? Lembro-me de ter conversado com um jornalista que, na construção de uma matéria sobre educação fundamental, colocou diante de um menino da quinta série um livro de historia infantil dos mais simples, apenas para, constrangido, assistir ao choro sentido e envergonhado de um pré-adolescente incapaz de ler o que estava diante de si.
Crime, crime, crime... Não há outra afirmação a fazer. Temos de repensar tudo. A começar do que significa caminhar para a justiça social. Se simplesmente redistribui-se a renda sem a correção dessa ignominiosa situação, basta pouco tempo para que a distorção econômica volte a ocorrer. A primeira de todas as socializações necessárias para a superação da miséria é a do conhecimento. Temos de revisitar nossas ênfases; no Brasil, qualquer governo só poderá ser considerado bem sucedido se conseguir reverter esse quadro desesperador. Tanto quanto Fome Zero, necessitamos de Ignorância Zero!
Esses dados falam da sucessão de governos irresponsáveis, para dizer o mínimo, e de uma elite maligna e deletéria. Aliás, não é elite, é conluio de apropriadores indébitos. Tínhamos todos de sair às ruas, tínhamos de cobrar responsabilidades. Todos os nossos políticos tinham de ser cassados. Temos de reinventar o Brasil, se quisermos ver-nos país, e ainda não falamos de nação. Agora sabemos o porque não veremos país como este. É que este não é país nenhum. Atribui-se a Charles De Gaulle a frase: "O Brasil não é um país sério." Ele errou, faltou-lhe uma virgula, a frase deveria ser: "O Brasil não é um país, sério!"
As Igrejas não têm mais o direito a adorar a Deus. As instituições financeiras não têm mais o direito a lucrar como o logram. As indústrias não podem mais produzir o que produzem e como o produzem. As escolas que ensinam não têm mais o direito a ensinar o que ensinam a quem ensinam. O aparato policial não tem mais o direito a prender a quem prendem. As autoridades não têm mais o direito a estar onde estão – não têm mais o direito a governar, a legislar, ou a julgar. Os partidos políticos não têm mais o direito a pedir voto. Continuem calados os intelectuais. A imprensa não tem mais direito à notícia, à opinião ou à liberdade. Nada mais será legítimo, até que todos se comprometam a envidar todos os esforços para sanar essa dívida social que está exterminando um povo. Tiremos os chapéus, todos, o féretro que passa é o nosso.

Ariovaldo Ramos é filósofo e teólogo, além de diretor acadêmico da Faculdade Latino-americana de Teologia Integral, missionário da Sepal e presidente da Visão Mundial. É membro da equipe editorial da Edições Vida Nova.

domingo, 6 de abril de 2008

ISABELA DE BARRO


Acredito que você também esteja procurando respostas para o que aconteceu, o assunto do momento é - quem foi? como foi? porque foi? - Por um lado o esforço da justiça em resolver o caso, do outro , nós espectadores (curiosos) querendo também saber logo qual o desfecho desse "CRIME" acaompanhado tão de perto, da mesma maneira que se acompanha os grandes tramas de uma novela das oito. A questão é: e quando descobrirmos a verdade,o que vai mudar em nós? qual será nossa postura diante do resultado de mais um crime social, dentro de uma família de padrão econômico razoavelmente sustentável. O que de fato nos envolve na questão são os valores de humanidade que carregamos em nossa essência, o que nos faz chorar e clamar por justiça diante do que presenciamos é que ainda existe um folego de esperança para que vejamos o próximo não mais como o "outro" e sim como a extenção de cada um de nós, por isso choramos e sentimos dores como se fosse parte de nós, e de fato é, portanto fica aqui a sugestão de avaliarmos nosso conceito de humanidade, pois querendo ou não estamos interligados diante daquele que tem o domínio, o controle, e a história em suas mãos, nós permaneceremos barro e Ele o Oleiro.

TRAUMA





















“O grande trauma de sermos feridos na alma, está na incerteza do tempo da cura, ainda mais quando se sabe o valor de eternidade que a alma carrega . Quando isso ocorre o tempo nem sempre é um bom remédio, nesse caso ele ( o tempo) pode ser tornar um veneno.

Alex Possati (Reflexão)

BOLSA SEM VALORES

O contraste desse desastre
É a arte da coveniência
Sobrevivência relacionada ao TER
Um passo para o possuir, angariar

O método do ganho é cruel e eficaz
Não existe valor nenhum na questão
Mas existem valores exorbitantes no jogo
Preços de alma e de sonhos prolongados

Nada faz sentido nesse pacote
Nem é permitido chorar em público
A locomotiva da riqueza avança desenfreada
Sem deixar marcas de esperança

Capitalismo cruel e selvagem
Que faz lavagem na alma e no bolço de pobres mortais
Sulgados até o último surpiro rentável
Uma bomba relógio prestes a explodir

Tornaram-se ferramentas da Bolsa
De valores invertidos e fatais
Onde o maior sentido é lucrar
Ainda que morram no final ...

Alex Possati ( Reflexões )

Sonhos Dormidos - Cinelândia
















"Noite de Natal na Cinelândia - RJ"


No chão dorme o sonho envelhecido de velhos e moços
Querendo no tempo e no espaço dividir o trapo de imundícia
Aguardando o socorro que nunca chega
É o descaso frio e cruel dos que ditam as regras no poder
São vidas esmagadas pelo precioso tempo dos pedestres apressados
Que não podem perder tempo com coisas inúteis do abandono
Valores invertidos no sistema retrógrado que criaram para si
Enquanto isso vão cada vez mais se tornando vítimas...
Da fome, do frio, da sede, da opressão, da omissão ...
Desconectados da vida pública
Loucos varridos da velha e agitada noite de um dia singular
Acordar para sobreviver nem sempre é um bom negócio
Portanto resta respirar um ar da esperança
Velho , moço ou criança em busca de um lugar qualquer
Onde possam passar o restinho da vida que sobrou
Transformados em decoração de praças e ruas
Que em algum momento foi chamado de humano ...
Nesse desumano conceito de organização
Que chamamos de sociedade.

Alex Possati ( Reflexão )

Vila João Lopes

Lugar de sonhos adormecidos, anestesiados pelas mazelas do descaso político-social, vítimas da calamidade pública, da rejeição dos ditadores, do poder paralélo ou central...Esperando uma chance para respirar no caos da pobreza e da marginalidade. Alí, cultivamos esperança, lançamos desafios, enfrentamos as dificuldades para arrancar sorrisos dos desdentados, contando com a bravura de "voluntários" do anonimato. Uma comunidade com cheiro de morte, que respira vida, que mesmo ferida não abre mão de encotrar um caminho, um único caminho que os conduza para a libertação do esquecimento generalizado. Visite a Vila João Lopes, quem sabe lá você não consegue se enchergar.
Alex Possati

Socialmente Falando

Socialmente Falando

Ser social não é fazer social
Ser social é ir é vir
É entrar e sair
É ser...
Na hora da dor
Do amor , do pavor
Das coisas que ninguém pode ver
Das que ninguém quer saber
Ser é o que importa
Socialmente portar dentro de si
A vontade de querer e fazer
De mudar o cenário
De pensar o contrário
E contrariar o sitema
Da opressão que multila
A vontade dos desencorajados
Mortos em seu delitos que nunca cometeram