sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Mazelas Urbanas na Cidade de "Deus"

Ontem a noite fui surpreendido por um elemento surpresa, como num bote de ninja levaram minha mochila na CDD, é claro que não terminou assim... segue:

Trocando aquele papo com o parceiro Criz no busão acabei me distraindo, e foi nessa distração que o meliante entrou em ação... num bote certeiro, ao ver minha pobre mochila dando mole no pára-brisa do ônibus ao lado do motorista o indivíduo não pensou... ganhei !!! era o que ele pensava....!
Pois é, se não fosse o Criz realmente eu teria perdido minha mochila, minha marmita vazia, minha jaqueta jeans, meu mp4, minha agenda, meu livro, etc... mas a única coisa que perdi foi a noção... pois é, perdi a noção e com péssimo exemplo reagi a ação.. e lá vai eu beco a dentro, após o alarde de meu brother .."o cara pegou tua mochila!!!!... e nesse devaneio louco, vai eu correndo atrás do malandro ... bom , não fosse meu "vasto" vocabulário comunitário e minha velocidade não teria alcançado o sujeito.. e após um breve discurso no meio da comunidade, surge o indivíduo arrependido e morrendo de medo de se "castigado" pelo esquema da comunidade faz a minha mochila aparecer como num passe de mágicas.. é claro que em algum canto da comunidade meu amigo Criz já preparava uma "caravana" de amigos bem dispostos a encontrar a tão polemica mochila... ainda bem que não foi preciso.

Bom, pobre rapaz, acredito que seja muita mais vítima de que réu... talvez tenhamos que repensar sobre essas questões, as mochilas se vão mas a mazela urbana continua, agora não há mais limites, é pobre roubando pobre... mas ambos são diariamente roubados de seus sonhos, perspectivas e realizações. A cada dia é mais um noticiário no telejornal apresentando o mais novo corrupto, o banqueiro fulano, o político siclano, o famoso beltrano. E assim somos todos vítimas desse caos... onde o cíclo de sugeira acaba se refletindo nos mais desfavorecidos, nos sem educação, sem emprego, sem comida, sem moradia, sem medo, sem vergonha...

Quem será o culpado disso tudo? realmente não há culpados, e se houver acredito que nunca saberemos de fato onde tudo isso começa e como tudo isso termina...

Fico feliz por recuperar minha mochila, triste por perder a noção e insatisfeito com trágico relato de mais um dia agitado, após mais uma jornada de trabalho... nessa cidade que precisa de Deus.

Amém

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

VERBORRAGICAMENTE

Shekiná virou borracharia
Poder e Unção virou farmácia
Elshadai virou padaria
E o evangelho herezia...

Assim banalizamos
Cotaminados pela sugeira
De uma religião de falácia
Com o povo e sua cegueira

Nos perdoe ó Senhor Deus
Pelas lambanças dessa vida
Contrariando os teus preceitos
Com nossos preconceitos vazios...

De imagem e semelhança
A deformidade chocante
Tornando-se participantes diretos
Dessa metamorfose celeste

Alex Possati (Reflexão)