domingo, 24 de abril de 2011

Correções



"Fique livre para corrigir meu português, meus pensamentos não, pois esses... incorrigíveis são."

Alex Possati (reflexão)

sábado, 23 de abril de 2011

Devaneios


De mim quando sou quando estou
Do tempo que foi-se em pouco tempo
Da vida que vinha da VINHA na comunhão
E da razão de estar por estar
Num devaneio momentanio de agora

Entre muitas queimadas de mufas
Entranhado no estranho espaço que
Agora faz parte do todo
Dentro da história do outro

Nunca saberei se de fato
Tenho a culpa que me ocupa
Na desculpa de que tudo vai bem
Assim tambem são os outros que
não convem ter a certeza

Acertos não serão possíveis nas horas
Que passaram com o tempo correndo
Do verdadeiro espetáculo da troca
Do vento pelo convento que convém a culpa
De não encontrar um culpado que assuma



Alex Possati (reflexão)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

O Belo Que Nos Atrai


" Ache belo em tudo que puder, a maiorida das pessoas não acha belo o suficiente..."

Van Gogh

Estou lendo "Cartas a Théo" que é quase uma auto-biografia de Van Gogh, nessa leitura tenho feito descobertas interessantes a respeito da vida e da obra desse que foi um dos maiores artistas do século XVIII, a amizade com seu irmão Théo provavelmente é na história uma das mais belas declarações de amor entre irmãos. Sobretudo, o que me faz postar sobre esse conteúdo, é uma daquelas frases que marcam os livros que lemos, que ficam eternizadas na memória e que faço questão de deixar registrada no blog, e que agora ecoa todos os dias na cabeça, a descrição de contemplar o belo não poderia ser melhor, faz-me pensar nos detalhes mais simples da vida, e que geralmente estamos muito ocupados pra perceber.

Alex Possati (reflexão)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Lições do Quadro Negro


Ainda tentado me livrar da tragédia, mas como existem coisas que precisam ser mastigadas e muito bem mastigadas, aqui estou eu, mais uma vez refletindo sobre os nossos dias maus, contextualizando cada detalhe desse quadro pintado de sangue e dor, onde se buscam heróis e culpados, onde todos são vítimas dos resíduos simbólicos que somos expostos a cada instante.

Eu sempre estudei em escola pública, mas dessa vez não me aprofundarei na tragédia em si, mas no que quero chamar de meta-tragédia, ou seja, a tragédia por trás da tragédia, aonde sorrateiramente e covardemente estão de fato os executores de vergonhosas atitudes e posturas, relacionadas as pequenas vítimas diárias de nossos agitados, porém anestesiados dias de morte em vida.

Pois bem, vamos parar pra pensar nas leis que não são cumpridas, nas verbas e nos projetos que não saem do papel e que, por culpa disso, milhares e milhares de BRASILEIRINHOS são prejudicados pela omissão, são excluídos dos benefícios que lhes são de direito, e por conta disso vivem a margem da sociedade "evoluída", dos avanços e do progresso de toda ordem, seja ele social, cultural ou econômico. No entanto, esse "massacre" in-visível acontece todos os dias, todos as horas, em todas as escolas públicas espalhadas pelo nosso imenso Brasil. O problema é que essas pequenas mortes não entram nas estatísticas, não são estampadas em jornais, nem tampouco mobilizam pessoas a lutar contra esse homicídio educacional que perpassa de geração a geração.

Tássio da Silveira é mais ou menos exceção a regra, poderíamos chamá-la de melhor entre as piores da região, porém, ainda sim existem milhares e milhares de escolas abandonadas, crianças sem recursos, ensinos atrasados, despreparo, descaso, falta de planejamento, péssimos salários, 0% de investimento em progresso. Esse sim é o nosso real estado de abandono, de massacre silencioso, sem fleches, porém, que tem matado esperanças, exterminados sonhos, dilacerado projetos, e perpetuando uma geração de mortos-vivos, que ocuparão os lugares do proletariado, que servirão de zumbis metódicos no ir e vir, esses certamente não saberemos, não serão contados entre os "mortos", são apenas vítimas de "Wellingtons Políticos", de "Psicopatas Engravatados", de carrascos que levarão para história , as marcas de uma geração paralisada, que não compreende nada, que não sabe de nada, que não busca mais nada, pois a vida lhes fora roubada, são saqueados em seus melhores dias, por aqueles que deveriam honrar seus compromissos, mas se omitem e se escondem em seus próprios interesses.

Salve os BRASILEIRINHOS, da Tássio e de TODAS as escolas públicas, vítimas desse HOLOCAUSTO MORAL a que são submetidos todos os dias, a nós, cabe o árduo e cansativo gesto de esperança de que tudo um dia possa mudar, quando talvez, algum sobrevivente dessa chacina chegar no poder e honrar com dignidade as almas, os sonhos e a esperança dos que ainda acreditam que tudo pode ser diferente e passar uma borracha nesse quadro negro da nossa história.

Alex Possati (reflexão)

domingo, 10 de abril de 2011

DEUS ESTÁ MORTO

Foto:A.P.

Essa certamente é a afirmativa de muitos céticos e teóricos, fundamentalistas e homens que passam toda sua vida desdizendo o que para muitos pode ser óbvio. Esse também não é um texto provocativo ou uma tentativa de ser mais um a se intitular auto-provador da origem da existencia ou não de um Deus pessoal ou impessoal, do qual temos lançado mão ou atenção sobre o que dizem a seu respeito.


Entretanto, nada me causa mais assombro ou espanto do que a total fragilidade humana em determinados assuntos, projetar seus questionamentos e injúrias em um "ser" que vivemos negando e excluindo de nosso convivio todos os dias, quando não o excluimos, resolvemos questioná-lo ou associá-lo ao mal eminente, como fez o reporter da Globo News ao fazer alusão ao masacre de Realengo, como quem contemporaniza as palavras do filósofo Nitchse e diz, onde está Deus? cadê Deus? Onde está Deus quando isso tudo acontece? Deus não existe...


"Friedrich Nietzsche: "Deus está morto. Viva Perigosamente. Qual o melhor remédio? - Vitória!"

Todos nós somos levados a essa idéia, nesse aforismo ou em qualquer indução que nos leve a descarregar nossa raiva e indignação sobre o MAL que nos acomete todos os dias. Sobre essa invasão de sentimentos que emergem em situações como essa, embora essa teha sido muito particular para nós, porem é dessa forma que reagimos a isso tudo.


Depois da declaração do repórter, na tentativa de induzirnos ao mesmo sentimento que ele estava sentindo e espondo, lembrei desse comercial que passou na Macedônia, então pude repensar mais uma vez com nós somos péssimos em refletir sobre nossas realidades.A partir de hoje, o que me deixa mais confortável e perceptível, é saber que o meu Deus pessoal, do qual sou LIVRE para crer nas sua existência, e que me revela na sua palavra as coisas invisíveis ao olhos do homem natural, Ele mesmo acredita na minha existência, na minha postura, na minha condição de ser coparticipante da sua GRAÇA, e que não dá pra brincar com essa realidade, é tempo te postura, é tempo de posicionamento, é tempo de prontidão na desgraça dos áres modificados. Cuidado, poir Deus provavelmente esteja morto, mas em você. Quem tem entendimento, entenda.





Alex Possati (reflexão)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A Tragédia Na Escola e A Lição Que Fica


Seria só mais uma quinta-feira da nossa labuta diária, do ir e vir corriqueiro de nossos afazeres, das manhãs de início de fim de semana onde começamos a dar sinais de cansaço e almejamos o repouso compensador de quem vive a vida com esforço e em harmonia com seu ambiente.

Muitos são os questionamentos que virão pós-tragédia, muitas são as má impressões que ficam em nós sobre qualquer ótica que se tente descrever o que aconteceu nessa manhã fatídica de quinta-feira no nosso Rio de Janeiro, especificamente no nosso amado bairro de Realengo e visinhanças, muitas são as especulações dos motivos que levaram esse jovem de 24 anos a tomar essa atitude inescrupulosa e cruel, diante de vítimas indefesas e vulneráveis, especula-se pscicóse , religiosidade exacerbada, esquisofrenia ou seja qual for a patologia, será apenas especulação mesmo, pois Wellington não pertence mais ao nosso convivio, foi-se junto com suas idefesas vítimas e deixou seu rastro amargo de sangue, dúvidas e tristezas perpétuas nas álmas dos familiares, amigos e pessoas que foram impactadas com tamanha crueldade.

Seja qual for o motivo dessa tragédia, a realidade é que não podemos fugir a esse quadro, que todos nós morremos nessa manhã de quinta-feira, perdemos parte de nós, o que é bem comum acontecer quando casos como esses acontecem perto de nós, nos tornamos seres humanos mais empobrecidos, somos atingidos pelo que há de pior em nós, nos auto-avaliamos e percebemos que a nossa raça é essa, não há como negar, essa é nossa humanidade, nossa amostra subjetiva daquilo que vivemos e subvertemos diariamente.

Fomos atingidos pelo medo, pela incerteza, pela tristeza, pela culpa, pelo ódio, pelo perdão, pela incapacidade e inutilidade de olhar a tudo isso sem poder fazer absolutamete nada, senão apenas lamentar e recorrer a esperança que emerge dentro de cada um de nós, recorrer a FÉ e a ESPERANÇA daquele que consola e conforta corações, ou ao contrário, de gritar silenciosamente na álma pra Deus ouvir e perguntar, por que Deus? porque permitis-te que isso acontecesse nessa manhã de quinta-feira? não poderia passar de nós mais esse cálice? e Deus diz pra mim nessa hora, cale-se. Há um tempo para todas as coisas...

Alex Possati ( dor & reflexão)



"seja você a mudança que quer ver no mundo..."