sábado, 23 de abril de 2011

Devaneios


De mim quando sou quando estou
Do tempo que foi-se em pouco tempo
Da vida que vinha da VINHA na comunhão
E da razão de estar por estar
Num devaneio momentanio de agora

Entre muitas queimadas de mufas
Entranhado no estranho espaço que
Agora faz parte do todo
Dentro da história do outro

Nunca saberei se de fato
Tenho a culpa que me ocupa
Na desculpa de que tudo vai bem
Assim tambem são os outros que
não convem ter a certeza

Acertos não serão possíveis nas horas
Que passaram com o tempo correndo
Do verdadeiro espetáculo da troca
Do vento pelo convento que convém a culpa
De não encontrar um culpado que assuma



Alex Possati (reflexão)

Um comentário:

Sergio Martins disse...

Belo texto; gosto muito desse estilo!

Como diz a canção: somos quem podemos ser. Sonhos que podemos...

Sentir-se feliz por ser quem és é o bastante; o resto é vaidade histórica e vã.

Você é o cara, nojento!