quarta-feira, 26 de junho de 2013

DIA FELIZ



Será feliz o dia em que você acordar sem ranço, sem mágoa, sem cólera. Será feliz o dia em que você não trouxer a bronca do ontem para o hoje, em que o perdão foi liberado e que a ideia de sustentar equívocos for realmente um equívoco. O dia é feliz quando temos em nosso depósito de memórias motivos de sobra para agradecer a Deus por sermos privilegiados de ter vivido o ontem da melhor maneira possível, sob qualquer perspectiva de dar certo ou errado, chegamos até aqui. Para que um dia seja feliz é preciso encontrar a dose certa que o dia oferece, motivos pra sorrir ou chorar todos nós temos, entretanto não podemos anular a satisfação que existe quando a vida é vivida e sentida em sua plenitude, olha que plenitude pode ser simplesmente saborear o gosto do café quando começa o dia, Ed René diz  que felicidade não é aonde se chega, mas o modo como se vai, então vá e seja, e veja, e sinta, deixe que o dia seja feliz, pois a noite vem e você já terá alcançado graça.

Alex Possati (reflexão)

terça-feira, 25 de junho de 2013

RETICÊNCIAS


Poucas canções conseguem traduzir quase que a totalidade do que de fato somos, agimos e pensamos. Nessa metamorfose de vida diária, assumir uma forma padrão é quase inviável, talvez para os conformados seja fácil, para os incabíveis em sí não. Bem vindos ao Teatro Mágico, bem vindos a mim. 
Alex Possati (reflexão)

RETICÊNCIAS ( Teatro Mágico )
Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim daqui a pouco não
Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim daqui a pouco
Se agregar não é segregar
Se agora for, foi-se a hora
Dispensar não é não pensar
Se saciou foi-se em bora
Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim daqui a pouco não
Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim daqui a pouco
Se lembrar não é celebrar...
Dura é a dor quando aflora
Esquecer não é perdoar
Se consagrou sangra agora
Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim daqui a pouco não
Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim
Tempo de dá colo, tempo de decolar
Tempo de dá colo, tempo de decolar
O que há é o que é e o que será
Tempo de dá colo, tempo de decolar
Tempo de dá colo, tempo de decolar
O que há é o que é e o que será
Reciclar a palavra, o telhado e o porão...
Reinventar tantas outras notas musicais...
Escrever o pretexto, o prefácio e o refrão...
Ser essência... muito mais...
Ser essência... muito mais...
A porta aberta, o porto acaso, o caos, o cais...
Se lembrar de celebrar muito mais...
Se lembrar de celebrar muito mais...
Se lembrar de celebrar muito mais...
Tá certo que o nosso mal jeito foi
Vital pra dispensar o nosso bom
O nosso som pausou
E por tanta exposiçao a disposiçao cansou
Secou da fonte da paciencia
E nossa excelência ficou la fora
Solução é a solidão de nós
Deixa eu me livrar das minhas marcas
Deixa eu me lembrar de criar asas
Deixa que esse verão eu faço só
Deixa que esse verão eu faço só
Deixa que nesse verão eu faço sol
Só me resta agora acreditar
Que esse encontro que se deu
Não nos traduziu o melhor
A conta da saudade quem é que paga
Já que estamos brigados de nada
Já que estamos fincados em dor
Lembra o que valeu a pena
Foi nossa cena nao ter pressa pra passar
Lembra o que valeu a pena
Foi nossa cena nao ter pressa pra passar
Cabô...

sexta-feira, 21 de junho de 2013

É POR MUITO MAIS...OU MENOS.




Podemos olhar para o que está acontecendo por vários ângulos, sabemos que o que estamos vivendo é algo muito intenso, e como sabemos, muita intensidade pode gerar pouca durabilidade, nessa hora é preciso um esforço muito grande para que possamos discernir esse tempo em que uma nação inteira vai para as ruas ebulir seus direitos e reivindicações que foram se acumulando por décadas de injustiça, desigualdade, corrupção e abandono.

Os brasileiros, assim como os que o “governam” ainda tentam entender o que está acontecendo com o Brasil, e nesse exato momento reúnem-se para tentar discernir, mas de onde surge essa massa adormecida? essa reação popular que estava até ontem comemorando as esmolas e que de “uma hora pra outra” traz suas inúmeras indignações, como quem "cospe no próprio prato". É preciso cautela, ha muita desproporção e indefinição sobre que rumo ou para que norte estamos apontando, falta-nos foco?

Por outro lado, a mídia por sua vez vem tentando encontrar um tom equilibrado para não sofrer o dano da “revolta”, por ser soberana, parcial e tendenciosa, vai tentando filtrar e minimizar tudo quanto puder, em edições, em narrativas em reportagens compradas que centralizam o vandalismo e a “violência, e dessa forma corresponder com os interessados por transformar esse momento emblemático em mero carnaval antecipado, que logo vai passar.

Contudo, diante de tudo que temos visto e vivido, surge mais um questionamento, quem vai assumir a direção disso tudo? Um movimento novo que naturalmente emerge das redes sociais, que tem como princípio a realidade imediata de quem fala e de que ouve em tempo mais do que real, bem como a resposta nas ruas, enquanto isso o mundo olha para nós e de forma amigável apresenta seu apoio e incentivo.

Por fim, a exacerbação do foco no vandalismo e na revolta, coisas que poderiam ser muito bem resolvidas se houvesse uma política de segurança eficiente, vão se tornando a estrela do movimento, mostra sua força pelo mal que conduz, e como a mídia se alimenta do mal alheio, aproveita pra virar a mesa, se não encontrarmos uma voz e um líder pra esse momento, mesmo ciente de que fiz a minha parte, correremos juntos o risco de todo esse esforço ter nos custado nada mais que vinte centavos.


Alex Possati (reflexão)

segunda-feira, 17 de junho de 2013

CONTENTAR-SE



Da beleza da sinceridade, da verdade em meio ao anonimato, da culpa secreta de um eu que se vive num paralelo de incertezas, do risco da queda ou do prazer incerto da troca e do apego. A desconstrução da moral e da ambiguidade da satisfação do ego, do sentimento amigável que se insurge contra a sanidade, pela insanidade. Grande fronteiras da existência, outrora distantes se aproximam nas variações de humor, de melancolia, de zelo. É o transbordar do humanamente humano, do meramente epidérmico, das fortalezas que se constroem e se destroem diariamente, até que se encontre plenitude e estabilidade nas oscilações da alma, do corpo, em pleno voo, em plena luz, em pleno caos e serenidade.

Alex Possati (reflexão)

quinta-feira, 13 de junho de 2013

UMA DEFINIÇÃO DE FELICIDADE




"Felicidade, se eu não estiver muito enganada, é ter noção da precariedade da vida, é estar consciente de que nada é fácil, é tirar algum proveito do sofrimento, é não se exigir de forma desumana e, apesar (ou por causa) disso tudo, conseguir ter um prazer quase indecente em estar vivo."


 Por Suelen Lima

RENASCE A ESPERANÇA


A esperança renasce através de atitudes relevantes, e é o que tem feito a juventude de São Paulo para protestar contra os preços abusivos e aumentos inescrupulosos das passagens de ônibus, de certo que muitos excessos acontecem diante de um quatro fervoroso com esse. Por um lado a maximização da imprensa em relação ao destaque dado no vandalismo e sempre a favor dos empresários, e por outro lado a insistência dos guerreiros que caminham no alvo certo para mudanças. Por um lado o governo tenta camuflar e faz declarações "desdenhando" a importância das manifestações, um sinal de medo e preocupação até justificável, autoridades tentam assim como a imprensa, jogarem a todo custo o povo contra o povo. Será que acordamos? não sei, só sei que eles me encheram de orgulho ao sairem do lugar. Rumo a grandes conquistas, próxima parada, Rio de Janeiro.

Alex Possati (reflexão)

segunda-feira, 10 de junho de 2013

UMA LINHA TÊNUE


Existe sempre uma linha tênue entre o pensamento e a palavra, de maneira que o que penso nem sempre pode ser dito, posto que o pensamento por muita das vezes é livre de bloqueios e sem filtros que o possam dissecá-lo, ele se dispersa e se lança na direção de que for o alvo ou objeto lançado. Uma crítica, um elogio, uma contemplação ou uma simples revelação é o que faz ebulir as palavras que ficam soltas na mente por plena observação contida, pedindo para serem liberadas dos filtros. No entanto, deve-se resguardar e preservar-se do efeito em si quando lançado. O Belo é admirável, é encantador, mas descrevê-lo pode ser um risco, pois poderia faltar detalhes e detalhes talvez invisíveis,  não por imperícia do observador, mas pela imposição dos limites, ou pela razão do resguardo e do equilíbrio constante. 

Alex Possati (Reflexão)