sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Exigências da Existência



Existi, até você passar por mim
Com esse sorriso de atravessar alma
Acalmando atenção com silêncio
Explicando através do não dito
Prendes pedras com promessas de palavras?
Pra onde ir? Dizem elas
Vida eterna é muito tempo
Principalmente pra quem conhece tédio
Te amar é inevitável
Provar: improvável
És o único que me confunde e acolhe
Sem você, não posso nada
Mas, com você, o que quero poder?
As vezes tenho medo
Sei que a certeza é apenas o tapete
Pra debaixo de onde varremos as dúvidas
Cri, por isso falei
Mas quando duvidei, também falei?
Não sou forte, mas digo
É assim? Discordo!
Diga o fraco: socorro!
Prefiro não cair no erro mais óbvio
No zelo dos homens com melhores imagens
Sou perdido-resgatado, perdido, pedindo 
Réu confesso de todas as minhas miragens
Ex-tudo, esdrúxulo!
Minha única adoração é a gratidão
Pelos rombos nas tuas mãos
Soturno, sortudo, imprecável e pecador 
Sou o pecado, eu estava na sua cruz!
Não me peça pra dizer que sou forte, tu sabes
Minha fé não é tão grande como um grão
Ela é cria da sua graça
Como um filhote de felino em constante amamentação
Filho das contradições de crer em ti
Me tornar criança?
Chegar a estatura perfeita?
Como entendo Nicodemos, tão lúcido em consciência!
Se acho que me falta algo, falta muito
Se acho que não falta, falta tudo
Se me acomodo, ficam terras pra conquistar
Porém quando as conquisto, convivo com o medo estrangeiro
Vitória ou derrota podem ser pesadelos!
Viva em mim, nisso que sou que passa
Assim posso sentir alguma graça de ser
Só há você, estou certo de que não existo
És a inspiração pra uma vida de simulação:

Ser eu o Cristo.

Texto/Oração: Diego Seguro

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

CROMBIE - "FUGA"



Vejo de longe e nem sinto dor
Quando me perco nos afazeres
Desse labor que nunca mais tem fim
Não me interesso por quem me diz
Que nessa vida nem tudo é flor
Desde o começo como eu sempre quis

Vejo de longe e nem sinto dor
Quando me perco nos afazeres
Desse labor que nunca mais tem fim
Não me interesso por quem me diz
Que nessa vida nem tudo é flor
Desde o começo como eu sempre quis

Vou dizer que sinto muito, só que não
Corro tanto sem olhar pra trás
Tenho medo de quem me lê
E saudade do que não sei
Digo logo que tá tudo muito bem
"E você, como vai?"
Tenho medo de quem me lê
E saudade do quê? Não sei