sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Ano Novo de Novo!


Sinceramente encontro-me de forma meio saudosista nessa última sexta-feira de 2010, falo isso porque me reporto a quando era mais novo, e a espectativa da virada era de certa forma ansiosamente vibrante, e no vislumbre do passe de mágica, rompíamos mais um ano, o coração acelerava e tudo parecia se renovar. Hoje, a ambiência que em mim se acomoda é apenas a de mais uma eventualidade, é só mais um ano novo chegando de novo, mas é claro que se renovam as esperanças, a fé, os desejos de uma vida melhor e de um mundo melhor, mas amável. Contudo, hoje sou muito mais reservado, aida que dentro de mim haja esse sentimento saudoso, vivo na espectativa da esperança, da confiança e do desenrolar das coisas que para trás ficam, prossigo para o alvo, colhendo todos os frutos do que plantei, disso não posso esquecer, não vou mensurar o que foi o ano e seus acontecimentos, serão pra mim dias memoráveis, mas apenas quero continuar vivendo diante do imprevisível futuro, até que chegue mais um ano novo de novo. Que as retrospectivas de 2010 fiquem. PAZ! Felicidades abundantes em 2011.




Alex Possati (reflexão)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Natal de Lixo No Luxo do Natal






Não há filosofia, religiosidade, argumento político ou ideológico que defina e construa um pensamento conclusivo do que vi e vivi no tempo em que estive no lixão de Gramacho. Calo-me diante da calamidade e da miséria que pude co-participar por alguns instantes. Imagens não tem cheiro, mas ao menos exalam algum sentido próximo da realidde, lamentemos e choremos diante do chorume fétido do que posso chamar de descaso do descaso do descaso humano. Feliz Natal para as crianças de gramacho? Ainda não, pois aguardam o lixo que vai chegar de nossas Ceias natalinas.


Alex Possati (reflexão)

sábado, 25 de dezembro de 2010

Noite Feliz Noite de Amor



Esse ano mais uma vez estivemos alí na Cinelândia, centro do rio, para celebrarmos o natal juntamente com aqueles que estão a margem do que chamamos de sociedade, já é o 4º ano do projeto, e o que ficou evidente foi a disposição e a voluntariedade de sempre, com o mesmo ânimo e motivação de quatro anos atrás, os voluntários deram um bom exemplo de dedicação e amor, junto ao propósito estabelecido, ou seja, SER FAMÍLIA DE ALGUÉM NA NOITE DE NATAL... E assim foi, uma noite feliz, uma noite de amor, certamente que o aniversariante da noite estava muito contente com tudo o que acontecia, o compartilhar, o sorrir, o abraçar, o ser um com alguém. Parabéns a todos quantos acreditaram na idéia de espalhar amor e semear solidariedade em mais uma noite de Natal na Cinelândia. Paz e Comunhão seria a canção que representaria o que foi o que vivemos ali.
Alex Possati (Reflexão)

Veja: http://ibbetania.com/hotsites/natal-na-cinelandia/sobre/

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Eu Comigo

Marquei um encontro comigo, alí naquele lugar, um encontro entre mim e eu, bastaram alguns segundos para perceber que tudo que posso chamar de relativo, subsiste nos minutos de reflexão desse encontro marcado nas alturas, em mais um momento de transcendência, de nostalgia, de glória, de extase, satisfação, angústia e paz.

Alex Possati (reflexão)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Sobre o Viver ou Sobreviver?


Essa sem dúvida é uma questão habitual, sutíl e que permeia nossos sentidos, e o meu sentido, da existência de algo que é para além da normalidade comum. Vivemos na incubência discreta de viver a vida da melhor maneira possível, no curso natural da vida, vitórias e derrotas em todas as áreas, nossos sentidos ficam aguçados para que cada dia seja composto de um enrredo de glórias e conquistas, quando no máximo ficamos satisfeitos se nada deu errado. No presente, vultos do futuro misturado a sombras do passado, da vida, da história, dos encontros. Um viva a sobrevivência do falar da vida, as vezes nostalgica, porém maravilhosa. Sobre o viver e sobreviver rompendo a cada instante a esfera de mais um dia.

Alex Possati (reflexão)

A-Quarela

"Eu e minha aquarela, e minha mazela, e o meu olhar pro meu avatar..."

Alex Possati (reflexão)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Pra Sobreviver...

No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
Pra que nossa esperança seja mais que a vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança
No novo tempo, apesar dos castigos
De toda fadiga, de toda injustiça, estamos na briga
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
De todos os pecados, de todos enganos, estamos marcados
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos em cena, estamos nas ruas, quebrando as algemas
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo
apesar dos perigos
A gente se encontra
cantando na praça
fazendo pirraça
Pra sobreviver
Pra sobreviver
Pra sobreviver
Pra sobreviver
Pra sobreviver
Pra sobreviver
Pra sobreviver
Pra sobreviver
Pra sobreviver
Pra sobreviver
Pra sobreviver
Pra sobreviver
Pra sobreviver
Pra sobreviver, num novo tempo...

(Ivan Lins)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Co-Respondência


"Não é Deus que não nos responde, somos nós que não co-respondemos a ELE..."


Alex Possati ( Reflexão )

domingo, 21 de novembro de 2010

MOMENTOS



" A vida imita a arte, e por sua vez, a arte reproduz a VIDA "
Alex Possati ( Reflexão )

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Nossa Devoção

"Nossa devoção vem da necessidade habitual de se curvar diante do imensurável, do inatingível, do inalcançável e inacessível espaço que transcende a nossa capacidade de percepção. As vezes chamamos isso de Céu, ou para muitos apenas fulga da realidade..."
Alex Possati ( Reflexão )

sábado, 13 de novembro de 2010

Gandhi Por Um Real

Já faz algum tempo que tento encontrar a Biografia de Gandhi pra ler, ontem pela tarde enquanto caminhava no calçadão de Bangu me deparei com aqueles quiosques de livros que ficam a venda alí, parei pra pra ver se havia alguma coisa interessante, os olhos passavam por várias e várias obras e títulos dos mais variados temas e assuntos. Quando lembrei-me de peguntar se havia alguma Biografia e especificamente pela de Gandhi, de pronto alí estava, pelo valor extraordinário de cem centavos, é isso mesmo, 1 Real pra você nao precisar fazer a conta. Volto pra casa satisfeito pela aquisição do meu novo bem, e já nas primeiras páginas mergulho no pensamento abaixo.

"Quando, em janeiro de 1948, correu pelo mundo a notícia do assassinato de Mahatma Gandhi, estremeceu de dor e simpatia a humanidade toda, do oriente ao ocidente. Houve um luto mundial, sem destinção de raças, classes ou credos. Porque? Porque um homem de quase 80 anos deixaria de existir sobre a fae da terra - um homenzinho feio, semi-nú, que nao deixara nada afora uma tanga, uns óculos, uma caneta tinteiro, um primitivo relógio de algibeira e um par de sandálias..."

E o mundo de hoje ainda não compreendeu a verdadeira grandeza de Gandhi

Alex Possati ( Reflexões )

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Bem-Mal

Poderia o mal me causar bem? de maneira que eu possa me sentir bem ao invés de estar mal? na verdade o que está diante de mim não pode ser visto dessa forma, o bem-mal na verdade é a sombra do que um dia foi bom em detrimento ao que se tornou ruim, apenas como percepção, de maneira que posso nominar coisas boas que se tornaram más apenas pelas circunstâncias adversas do trajeto, no entanto, sua essência não deixou de ser boa, no sentido mais pleno que se possa sentir e de uma alegria contida, pelo que não posso duvidar do que minha humanidade é capaz de perceber em mim mesmo.

Alex Possati ( Reflexão )

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

No Ângulo

"Foto do meu celular, no momento em que eu e João pela manhã, batíamos uma bolinha na praça..."

"Quando as imagens se tornam turvas pelas circunstâncias do caminho, a vida te proporciona ângulos inimagináveis, basta mudar o olhar. Mas pra isso acontecer as vezes será preciso descer e diminuir para que se alcance o melhor ângulo e a exata dimensão da virtude"

Alex Possati (Reflexão)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

FINADOS

"É a pior morte, a do amor. Porque a morte de uma pessoa é o fim estabilizado, é o retorno para o nada, uma definição que ninguém questiona. A morte de um amor, ao contrário, é viva. O rompimento mantém todos respirando: eu, você, a dor, a saudade, a mágoa, o desprezo - tudo segue. E ao mesmo tempo não existe mais o que existia antes. "
(Martha Medeiros)

sábado, 23 de outubro de 2010

Solitudes

"O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto. "

Fernando Pessoa



quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Meu Tempo de Transcendência


Ainda pouco estava relendo o livro do Boff que é o que acompanha o título desse último post, na verdade minha introspectiva me levou a procurá-lo no armário, lembrei que havia algo que tinha me chamado a atenção, destaquei uma parte pra tentar igualar ao sentido daquilo que tento fazer nesses últimos dias.

"Se assim é, podemos então dizer: todos os tempos são tempos de transcendência. O tempo do homem de Neandertal era tempo de transcendência; o australopiteco piticino, que era uma mulher, Luci, era uma mulher de transcendência. Ela deixou as florestas da África e começou a andar na savana árida, e, como ali era muito seco, foi preciso desenvolver o cérebro para sobreviver. Assim, lentamente, irromperam como seres humanos. Os demais irmãos que ficaram na floresta, cheios da abundância dos meios de vida e das frutas, continuam lá como primatas até hoje. Então, o sertão, a seca, o deserto são a pátria da humanidade, da transcendência. Fomos obrigados a transcender os limites impostos pelo meio para podermos viver. Então, transcendência, fundamentalmente, é essa capacidade de romper todos os limites, superar e violar os interditos, projetar-se sempre num mais além."
Leonardo Boff


Alex Possati (reflexão)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Sindrome de Elias

"E sucedeu que, ouvindo-a Elias, envolveu o seu rosto na sua capa, e saiu para fora, e pôs-se à entrada da caverna; e eis que veio a ele uma voz, que dizia: Que fazes aqui, Elias? ..." 1Reis 19:13

Acompanhei na integra o resgate dos mineiros do Chile, desde o primeiro instante, fitando os olhos a cada segundo e atento a cada narrativa na Globo News. Me emocionei, suspirei, vibrei com cada abraço e cada gesto de companherismo, solidariedade e superação que esses homens foram recebendo ao sair daquele angustiante buraco. Quem os recebia, era nada mais nada menos do que o excelentíssimo senhor presidente do Chile Sebastian Piñera e seus companheiros de trabalho, que acompanharam de perto todo o processo desse histórico resgate. Foi então nesse momento de euforia e plenitude que tive um insight ...

Parei pra refletir de forma totalmente contrária ao cenário do resgate, parei pra pensar em quantas pessoas que, ao invés de desejar ardentemente sair, desejariam a todo custo ENTRAR na caverna (mina), descer, ir até o fundo e ficar alí, por motívos múltilos e circunstancias, se prédispõe a entrar, descer, submergir em seus processos de fulga da realidade, lançando na caverna todas as suas mazelas e angústias. Para essas pessoas, não haverá espetáculo midiático, nem chefes de estado, nem pirotecnia, mas simplesmente uma voz mais eficaz do que qualquer cápsula de resgate que dirá: Que fazes aqui ?



Alex Possati ( reflexão )