quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Meu Tempo de Transcendência


Ainda pouco estava relendo o livro do Boff que é o que acompanha o título desse último post, na verdade minha introspectiva me levou a procurá-lo no armário, lembrei que havia algo que tinha me chamado a atenção, destaquei uma parte pra tentar igualar ao sentido daquilo que tento fazer nesses últimos dias.

"Se assim é, podemos então dizer: todos os tempos são tempos de transcendência. O tempo do homem de Neandertal era tempo de transcendência; o australopiteco piticino, que era uma mulher, Luci, era uma mulher de transcendência. Ela deixou as florestas da África e começou a andar na savana árida, e, como ali era muito seco, foi preciso desenvolver o cérebro para sobreviver. Assim, lentamente, irromperam como seres humanos. Os demais irmãos que ficaram na floresta, cheios da abundância dos meios de vida e das frutas, continuam lá como primatas até hoje. Então, o sertão, a seca, o deserto são a pátria da humanidade, da transcendência. Fomos obrigados a transcender os limites impostos pelo meio para podermos viver. Então, transcendência, fundamentalmente, é essa capacidade de romper todos os limites, superar e violar os interditos, projetar-se sempre num mais além."
Leonardo Boff


Alex Possati (reflexão)

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