segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O VENCEDOR

Olha lá, quem vem do lado oposto
Vem sem gosto de viver
Olha lá, que os bravos são

Escravos sãos e salvos de sofrer
Olha lá, quem acha que perder
É ser menor na vida
Olha lá, quem sempre quer vitória
E perde a glória de chorar
Eu que já não quero mais ser um vencedor
Levo a vida devagar pra não faltar amor

Olha você e diz que não
Vive a esconder o coração

Não faz isso, amigo
Já se sabe que você
Só procura abrigo
Mas não deixa ninguém ver
Por que será?

Eu que já não sou assim
Muito de ganhar
Junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
Só pra viver em paz

Los Hermanos

sábado, 29 de janeiro de 2011

Os Leões Da Montanha :)

Leões da Montanha
Amizade | Voluntariedade | Amor | Serviço | Missão | Desprendimento | Humanidade


Um pequeno comentário, só para ficar registrado os dias memoráveis e intensos, cheios de coisas grandes, imensuráveis e singulares que vivemos nos cinco dias que estivemos a serviço das vítimas das enchentes através do Viva Rio em Teresópolis na região serrana do Rio, apenas os sete elementos poderão ter pleno conhecimento do que foram tais dias. Parabéns ao bravos amigos: Maurício, Daniel, Rose, Denise, Aline e Helena (tupinambá :P). Até Breve!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Aprendizes do Caos

Foto: A.P.

A calamidade de fato se torna para mim cada vez mais uma forma de se extrair lições que ficarão empregnadas para sempre. Nessas idas e vindas foram se formando idéias e sensações que advem exatamente dessa necessidade de buscar respostas lógicas oude se querer fazer ou compreender o que, e para que se está fazendo algo. Não vou negar que as lições servirão exatamente para serem aplicadas não só na sua mais pura e integra percepção e ação, mas também no que fica inserido como conhecimento e sentimento de causa.

No ir e vir foram muitos exemplos, muitas lições de solidariedade e humanidade jamais presenciados por quem está de fato envolvido com a missão, o próximo se tornou tão próximo que não precisa mais de formalidades pífias, a beleza da desgraça fez nascer e ebolir sentimentos que só os humanos podem compartilhar. A lágrima chorada é abafada pela compaixão, a conscientização da dor mesmo que intensa, vai sendo anestesiada conforme os dias vão passando e a força humana reage a tudo como quem busca driblar sutilmente a famigerada sensação de impotencia.

De um lado para o outro a busca é pela superação, é claro que o pós-tragédia aos poucos vai sendo a evasão sutíl da mídia, quando os nossos olhos não mais estarão postos diante da TV, e nessas horas, onde essa minuciosa maldade chamada esquecimeto precoce se alojar em nós, iremos relutar ao menos aos aprendizados que emanam da fragilidade de nossas mentes, e do que ficou registrado em nossas memórias para sempre como aprendizes do caos.


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A Lua Como Testemunha


Era fim de tarde, começo da noite, e depois de um dia intenso diante do caos que presenciamos nas cidades, do alto de uma casa que escapou por pouco do desmonoramento no bairro Nova Suiça em Friburgo, registrei essa imagem, a Lua brilhava diante dos nossos olhos, contemplando a desgraça que assolou toda região serrana, lá do alto, numa visão privilegiada da cidade de Nova Friburgo, eu e a Lua como testemunhas de muitas lágrimas sob o Céu de solidão, tristeza e de dores irreparáveis. Nunca imaginei que fosse viver pra presenciar algo de tamanha proporção em termos de calamidade, a sensação é de esforço inútil, porém consolador. Haja esperança.

Alex Possati (reflexão)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Os Trajes da Tragédia



Mais uma vez, e mais uma vez, as tragédias e catástrofes NATURAIS revelam-nos as tragédias e catástrofes SOCIAIS de um povo que não se cansa de se superar e recomeçar. Mas não se preocupe, basta o primeiro PAREDÃO para que tudo volte a "normalidade", e nossas memórias sejam apagadas. Salve a alienação de massa.


Alex Possati (reflexão)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Meus Lampejos e Vicissitudes


Meu riso as vezes tímido, minha fala embargada, minha lingua contida e meus marasmos...esses são meus repentinos lampejos diários no meu diário de bordo, das minhas viages pra dentro da terra, do pó, do barro. Viva a solitude! Vamos cantar uma canção, vamos dançar uma valsa, vamos por os pés no chão e voar até as alturas mais baixas talvez, até as distâncias mais próximas, quem sabe, vamos comemorar as vicissitudes nossas de cada dia, e aí sim, basta cada dia o seu próprio mal.

Alex Possati (reflexão)