quinta-feira, 7 de abril de 2011

A Tragédia Na Escola e A Lição Que Fica


Seria só mais uma quinta-feira da nossa labuta diária, do ir e vir corriqueiro de nossos afazeres, das manhãs de início de fim de semana onde começamos a dar sinais de cansaço e almejamos o repouso compensador de quem vive a vida com esforço e em harmonia com seu ambiente.

Muitos são os questionamentos que virão pós-tragédia, muitas são as má impressões que ficam em nós sobre qualquer ótica que se tente descrever o que aconteceu nessa manhã fatídica de quinta-feira no nosso Rio de Janeiro, especificamente no nosso amado bairro de Realengo e visinhanças, muitas são as especulações dos motivos que levaram esse jovem de 24 anos a tomar essa atitude inescrupulosa e cruel, diante de vítimas indefesas e vulneráveis, especula-se pscicóse , religiosidade exacerbada, esquisofrenia ou seja qual for a patologia, será apenas especulação mesmo, pois Wellington não pertence mais ao nosso convivio, foi-se junto com suas idefesas vítimas e deixou seu rastro amargo de sangue, dúvidas e tristezas perpétuas nas álmas dos familiares, amigos e pessoas que foram impactadas com tamanha crueldade.

Seja qual for o motivo dessa tragédia, a realidade é que não podemos fugir a esse quadro, que todos nós morremos nessa manhã de quinta-feira, perdemos parte de nós, o que é bem comum acontecer quando casos como esses acontecem perto de nós, nos tornamos seres humanos mais empobrecidos, somos atingidos pelo que há de pior em nós, nos auto-avaliamos e percebemos que a nossa raça é essa, não há como negar, essa é nossa humanidade, nossa amostra subjetiva daquilo que vivemos e subvertemos diariamente.

Fomos atingidos pelo medo, pela incerteza, pela tristeza, pela culpa, pelo ódio, pelo perdão, pela incapacidade e inutilidade de olhar a tudo isso sem poder fazer absolutamete nada, senão apenas lamentar e recorrer a esperança que emerge dentro de cada um de nós, recorrer a FÉ e a ESPERANÇA daquele que consola e conforta corações, ou ao contrário, de gritar silenciosamente na álma pra Deus ouvir e perguntar, por que Deus? porque permitis-te que isso acontecesse nessa manhã de quinta-feira? não poderia passar de nós mais esse cálice? e Deus diz pra mim nessa hora, cale-se. Há um tempo para todas as coisas...

Alex Possati ( dor & reflexão)



"seja você a mudança que quer ver no mundo..."





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