segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Refletindo sobre o "Óbvio" !

(O Rappa)
"Saia do ócio
Não caia no óbvio
Não quero ter um sócio
Eu quero um antídoto
pra viver melhor
Em nome da fé
acertar a si mesmo
como em transe
em busca de algo superior
Praticando a maldade
sem sentir
como se estivesse certo
Em busca
de um desafio
poderoso por um instante
Cai o mito
de quem está falando
Ignorância
e a ganância
se refugiam na dor
Natureza sofredora
Faca de dois gumes
Brasa espalhada
que vira pó..."


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(Caio)

"Quem não crê em espírito, em eternidade consciente, em poderes invisíveis, no diabo, em anjos, em cuidados sutis e invisíveis, em milagres, em Principados e Potestades espirituais, em fantasmas-projeções do ódio em vida; em profecias bíblicas, e em todas as promessas não racionais da fé ou não factíveis dela — é como um ser "moderno" que diz que o homem nunca foi a Lua, que física quântica não existe, e que buracos negros são uma invenção de Físicos em laboratório. Para este sobra o óbvio!"
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(Darcy Ribeiro)
"Nosso tema é o óbvio. Acho mesmo que os cientistas trabalham é com o óbvio. O negócio deles – nosso negócio – é lidar com o óbvio. Aparentemente, Deus é muito treteiro, faz as coisas de forma tão recôndita e disfarçada que se precisa desta categoria de gente – os cientistas – para ir tirando os véus, desvendando, a fim de revelar a obviedade do óbvio. O ruim deste procedimento é que parece um jogo sem fim. De fato, só conseguimos desmascarar uma obviedade para descobrir outras, mais óbvias ainda."
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(Eu)
O que não for óbvio pode ser tratado como fé, posto que o que se vê é óbvio, sendo oposto do que não se vê, isso é fé. Então vivemos pela fé, já que não podemos acrescentar nada ao futuro que inexiste, a não ser na nossa mente. Sendo assim, a vida consite nas obviedades do que já existe e nas subjetividades e especulações do que está por vir. Quando me refiro a fé, não é somente na crença de uma divindade salvífica, mas na sua forma mais hibrida de se expressar, neste caso falo da fé que emana da nossa existência, daí ter pleno conhecimento de que a fé de um ateu é acreditar que um dia as pessoas descubram que Deus não "existe". Da mesma fomra em que um xiita religioso tem suas convicções de que o mais ateu dos ateus, um dia se dobrará diante do "Deus"de sua religião.
Mas o que isso tem a ver como óbvio? bom, de fato não saberei explicar, talvez seja cedo para chegar a alguma conclusão, então fico com minhas crises existencias, com minha descrença na religião, com meus complexos de adulto, com minhas desconfianças no próximo, com minhas satisfações na simplicidade. É nesse fluxo que consigo entender que, é nesses momentos de crença e descrença que a FÉ se torna mais ágil, mas óbvia !
É isso !