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A Lua Como Testemunha

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Era fim de tarde, começo da noite, e depois de um dia intenso diante do caos que presenciamos nas cidades, do alto de uma casa que escapou por pouco do desmonoramento no bairro Nova Suiça em Friburgo, registrei essa imagem, a Lua brilhava diante dos nossos olhos, contemplando a desgraça que assolou toda região serrana, lá do alto, numa visão privilegiada da cidade de Nova Friburgo, eu e a Lua como testemunhas de muitas lágrimas sob o Céu de solidão, tristeza e de dores irreparáveis. Nunca imaginei que fosse viver pra presenciar algo de tamanha proporção em termos de calamidade, a sensação é de esforço inútil, porém consolador. Haja esperança. Alex Possati (reflexão)

Os Trajes da Tragédia

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Mais uma vez, e mais uma vez, as tragédias e catástrofes NATURAIS revelam-nos as tragédias e catástrofes SOCIAIS de um povo que não se cansa de se superar e recomeçar. Mas não se preocupe, basta o primeiro PAREDÃO para que tudo volte a "normalidade", e nossas memórias sejam apagadas. Salve a alienação de massa. Alex Possati (reflexão)

Meus Lampejos e Vicissitudes

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Meu riso as vezes tímido, minha fala embargada, minha lingua contida e meus marasmos...esses são meus repentinos lampejos diários no meu diário de bordo, das minhas viages pra dentro da terra, do pó, do barro. Viva a solitude! Vamos cantar uma canção, vamos dançar uma valsa, vamos por os pés no chão e voar até as alturas mais baixas talvez, até as distâncias mais próximas, quem sabe, vamos comemorar as vicissitudes nossas de cada dia, e aí sim, basta cada dia o seu próprio mal. Alex Possati (reflexão)

Ano Novo de Novo!

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Sinceramente encontro-me de forma meio saudosista nessa última sexta-feira de 2010, falo isso porque me reporto a quando era mais novo, e a espectativa da virada era de certa forma ansiosamente vibrante, e no vislumbre do passe de mágica, rompíamos mais um ano, o coração acelerava e tudo parecia se renovar. Hoje, a ambiência que em mim se acomoda é apenas a de mais uma eventualidade, é só mais um ano novo chegando de novo, mas é claro que se renovam as esperanças, a fé, os desejos de uma vida melhor e de um mundo melhor, mas amável. Contudo, hoje sou muito mais reservado, aida que dentro de mim haja esse sentimento saudoso, vivo na espectativa da esperança, da confiança e do desenrolar das coisas que para trás ficam, prossigo para o alvo, colhendo todos os frutos do que plantei, disso não posso esquecer, não vou mensurar o que foi o ano e seus acontecimentos, serão pra mim dias memoráveis, mas apenas quero continuar vivendo diante do imprevisível futuro, até que chegue mais um ano novo...

Natal de Lixo No Luxo do Natal

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Não há filosofia, religiosidade, argumento político ou ideológico que defina e construa um pensamento conclusivo do que vi e vivi no tempo em que estive no lixão de Gramacho. Calo-me diante da calamidade e da miséria que pude co-participar por alguns instantes. Imagens não tem cheiro, mas ao menos exalam algum sentido próximo da realidde, lamentemos e choremos diante do chorume fétido do que posso chamar de descaso do descaso do descaso humano. Feliz Natal para as crianças de gramacho? Ainda não, pois aguardam o lixo que vai chegar de nossas Ceias natalinas. Alex Possati (reflexão)

Noite Feliz Noite de Amor

Esse ano mais uma vez estivemos alí na Cinelândia, centro do rio, para celebrarmos o natal juntamente com aqueles que estão a margem do que chamamos de sociedade, já é o 4º ano do projeto, e o que ficou evidente foi a disposição e a voluntariedade de sempre, com o mesmo ânimo e motivação de quatro anos atrás, os voluntários deram um bom exemplo de dedicação e amor, junto ao propósito estabelecido, ou seja, SER FAMÍLIA DE ALGUÉM NA NOITE DE NATAL... E assim foi, uma noite feliz, uma noite de amor, certamente que o aniversariante da noite estava muito contente com tudo o que acontecia, o compartilhar, o sorrir, o abraçar, o ser um com alguém. Parabéns a todos quantos acreditaram na idéia de espalhar amor e semear solidariedade em mais uma noite de Natal na Cinelândia. Paz e Comunhão seria a canção que representaria o que foi o que vivemos ali. Alex Possati (Reflexão) Veja: http://ibbetania.com/hotsites/natal-na-cinelandia/sobre/

Eu Comigo

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Marquei um encontro comigo, alí naquele lugar, um encontro entre mim e eu, bastaram alguns segundos para perceber que tudo que posso chamar de relativo, subsiste nos minutos de reflexão desse encontro marcado nas alturas, em mais um momento de transcendência, de nostalgia, de glória, de extase, satisfação, angústia e paz. Alex Possati (reflexão)