terça-feira, 10 de novembro de 2009

Augusto Deus de Augusto ...


Com o Natal já nas portas começa a correria pra que tudo esteja na mais perfeita harmonia... Presentes, abraços, lembranças, festas, banquetes infinitos de guloseimas como manda a tradição Natalina. Nesse momento as empresas já começam a elaborar seus sorteios para o amigo oculto, o mesmo acontece com as famílias que seguem essa tradição, e é claro, quem agradece é o comércio, que por sua vez esbanja criatividade para captar seus clientes com atrativos e mercadorias que ressaltam aos nossos olhos com quem nos atraem com paixão...
Nesse momento penso em Augusto, tudo que ele queria era um chinelo, um lápis, uma bola... diz ele que vai aprender tocar violão algum dia, que Deus vai ajudar ele a ser alguém, que ele vai ajudar o irmaozinho Renan e sua irmanzinha, Augusto tem só 11 anos, não sabe o que é Natal como nós, não sabe nem a miséria que vive, porque seu coração ainda sonha como criança, seus pais analfabetos expõem com orgulho a conta de luz paga, ainda que tenha lhes faltado o pão, o que importa é a dignidade, e a esperança de que serão supridos.
Pretendo não esquecer o quanto aprendi com Augusto naquela manhã seca do Vale do Jequitinhonha, na aparente pobreza, me ressalta a riqueza da simplicidade de uma criança que não sucumbiu ao caos da miséria da região. Peço ao Augusto Deus de Augusto, que lhes de um Feliz Natal, ainda que não haja tanta importância para ele quanto para nós, que muitas das vezes já fomos possuídos pelo que possuímos ...

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